|
Os
Principais Fatos
(Os casos que se seguem referem-se a pesquisa jornalística
do autor que recomenda o devido cuidado em divulgações
documentadas).
1984
1 - Juízes americanos iniciam condenação de
atletas de beisebol surpreendidos em exames anti-doping. A pena
estipulada é de 100 horas por ano em serviços comunitários
e confisco de parte dos salários para programas de reabilitação
de drogados.
1895
1 - Tony Fitton, técnico americano de halterofilismo é
condenado a dois anos de prisão por vender esteróides
anabólicos sem receita médica.
2 - Trinta e dois jogadores de futebol americano da Vanderbild University
são denunciados na polícia por uso e distribuição
de testosterona.
1986
1 - O F.B.I. descobre três companhias que vendiam esteróides
pelo correio. Seus responsáveis são multados e presos.
2 - Curtis Strong, traficante de medicamentos dopantes, principalmente
anabolizantes é condenado a doze anos de prisão nos
Estados Unidos. Ele era cozinheiro da equipe de beisebol do Filis,
da Filadélfia.
1987
1 - Um júri federal americano, condena duas multinacionais
mexicanas de laboratório Farmacêutico, por fraude,
falsificação e contrabando de esteróide anabólico
Spa Miliano. Trinta e quatro pessoas recebem penas.
2 - Andy Lody, fisiculturista americano paga multa de $320.000 e
é condenado a quatro anos de prisão por contrabando
de esteróides anabólicos. Sua esposa, também
atleta de musculação, paga multa de $100.000 e é
banida de competições.
1988
1 - Larry Pacifico, americano, campeão mundial de halterofilismo
é condenado a prisão nos Estados Unidos por contrabando
e distribuição ilegal de esteróides anabólicos.
Reabilitando na prisão, tornou-se informante da polícia
federal.
2 - Steve Lower, halterofilista americano é condenado a dois
anos de prisão nos Estados Unidos por contrabando de anabolizantes.
Era formado em fisiologia pela Indiana University.
3 - Don Duchaine, autor do livro Underground Steroid Handbook que
levou seis atletas a morte é condenado a dezenove anos de
prisão por homicídio culposo e tráfico de anabolizantes.
4 - David Jenkins, velocista inglês, medalha de prata no 4x400
nos J.O. de 72, é condenado na Inglaterra a dez anos de prisão
por contrabando de anabolizantes. Ele dirigia uma rede de 34 pessoas.
5 - Patrick Jacobs condenado a prisão na Inglaterra por ser
um dos cabeças da rede de David Jenkins. Na época,
era treinador de uma Universidade em Miami.
6 - Uma semana antes dos J.O. de 88, a polícia de Gottemburgo,
Suécia, desbaratou uma quadrilha de traficantes de drogas,
com envolvimento de vários atletas olímpicos.
7 - Bernard Boileau, tenista belga, primeiro do ranking na Bélgica
é preso por porte de heroína e confessa que usava
a droga há quatro anos.
1989
1 - Luis de Freitas, brasileiro, fisiculturista de competição,
ex-Mister Universo, é preso nos Estados Unidos sob a acusação
de tráfico de anabolizantes.
1990
1 - Jacquea Toledano, médico francês que receitava
drogas estimulantes para os Ciclistas em 1986 é condenado
na França: prisão por três anos, multa de $20.00
e dez anos de privação dos seus direitos civis.
1991
1 - Jacinto Navarrete, corredor colombiano, é detido no aeroporto
de Bogotá com dois quilos de cocaína. Estava embarcando
para Nova York onde ia disputar a maratona.
2 - Maradona é preso em Buenos Aires. Junto com dois amigos,
estava caído num pequeno apartamento da cidade, provavelmente
por intoxicação por drogas. No dia seguinte a polícia
revelou que seu exame de urina apresentou altas doses de cocaína.
3 - Polícia italiana descobre várias substâncias
proibidas em hotel de ciclistas da Volta da Itália. O Atleta
Dario Frigo foi expulso da competição e o Conselho
Superior da Federação Italiana de Ciclismo, suspende
as atividades profissionais na modalidade por tempo indeterminado.
4 - Rodion Cataulin (campeão europeu dos 100m.), Ludmila
Narozhilenko (campeã mundial dos 100m.), Margarita Ponomarieva
(campeã mundial de 400m. com barreira) e Tatiana Reshetnikova
(velocista) e mais dois técnicos de atletismo são
expulsos da Suécia pela Polícia Federal por terem
sido surpreendidos na alfândega com sessenta ampolas de anabolizantes.
Iriam competir em torneio na Suécia.
5 - Veterinário belga Jose Landuyt, preso, confessou que
aplicava e vendia drogas Veterinárias para atletas. A polícia
revistou as casas de 21 desses atletas e encontrou as drogas.
1994
1 - Jennifer Capriati, tenista americana de dezoito anos, a mais
jovem profissional de toda a história (profissional desde
os treze anos), é detida na Flórida após uma
noitada com maconha, crack, álcool e orgia. Um amigo, também
detido, declarou que Capriati lhe pedira para comprar $200.000 em
drogas. Capriati havia sido campeã olímpica em Barcelona
e considerada a menina prodígio do tênis.
1995
1 - Allan Olsen, jogador de futebol da seleção da
Dinamarca é detido por três meses por tráfico
de entorpecentes.
2 - Cinco atletas de futebol do E.C. São Bernardo (3a. divisão
de São Paulo), são presos por uso e porte de maconha
ao lado do Estádio onde treinavam. A polícia abriu
inquérito: Claudiomiro Ferreira de Souza, Rogério
Moreira, Roberto Carlos de Souza, Luiz Carlos dos Santos e Eduardo
Alves Monteiro.
3 - Erik Coppin, belga, campeão mundial de levantamento de
peso é preso na alfândega de Oslo, na Noruega, portanto
vinte e oito mil pílulas de esteróides anabólicos
além de drogas para dopar cavalos. A maior apreensão
anterior na Noruega foi de doze mil e oitocentas pílulas.
1996
1 - Francesco Flachi, jogador de futebol da Fiorentina é
acusado pela polícia de fazer a ligação entre
traficantes da Colômbia e de Roma. Esta foi a conclusão
da "Operação Freddy" da Divisão Antimáfia
de Roma.
2 - Cinqüenta autoridades esportivas da ex-Alemanha Oriental
são acusadas de modo formal por Comissão de Inquérito,
por danos físicos aos atletas por fornecimento de drogas
proibidas. Os atletas eram dos alto e médio nível
e praticavam natação, ciclismo, atletismo e halterofilismo.
1997
1 - Thomas Schleicher, judoca austríaco é preso por
tráfico e consumo de drogas. É expulso de competições.
2 - Allan Olsen, jogador de futebol da seleção da
Dinamarca, que já havia sido detido em 1995, é novamente
preso junto com uma quadrilha conhecida pela imprensa como "Os
bandidos", responsáveis pelo tráfico de heroína
no país.
1998
1 - Yuan Yuan, nadadora chinesa é presa na alfândega
da Austrália com treze ampolas de hormônios de crescimento.
Ia disputar os VIII Jogos Mundiais de Desportes Aquáticos.
O governo chinês importara oficialmente os hormônios
(sob alegação de uso em doentes) do Laboratório
Novo Nordisk, da Dinamarca.
2004
1 - Em julho de 2004 o Laboratório Balco, fornecedor de THG
para atletas americanos é multado em US$ 772 mil, pelo Governo
da Califórnia, por "conduta ilegal". Mas o processo
judicial contra os donos do laboratório continua na Justiça
Americana.
2 - Em outubro de 2004, David Homman, diretor da Agência Mundial
Antidoping, informa com base em relatório da Interpol, que
"atualmente o lucro de traficantes com a venda de drogas de
esteróides em academia de todo o mundo é maior que
o da venda de drogas".
Fatos importantes relacionados ao doping
1 - Em 1879, nas voltas ciclísticas pela Europa, principalmente
na Fraça, já se sabia que alguns ciclistas usavam
mistura de açúcar, éter e nitroglicerina (como
vasodilatador coronariano).
2 - Em 1886, na corrida dos 600 Km. de ciclismo, entre Bordeaux
e Paris, ocorre a primeira morte relatada por dopagem. Do ciclista
inglês Linton, intoxicado por uma mistura de nitroglicerina
com cocaína.
3 - Só em 1889, a palavra doping aparece num dicionário
inglês, significando uma mistura de narcóticos utilizada
em cavalos puro-sangue.
4 - Em 1910, o químico russo Bukowski, trabalhando no Jóquei
Clube de Viena, na Áustria, cria método de identificação
de drogas através da saliva. Negou-se a revelar o método.
5 - Em 1919, o farmacêutico japonês Ogata, Sintetiza
a anfetamina.
6 - Em 1935, o farmacologista alemão Gunter Wormun, descobre
a testosterona no testículo do boi.
7 - Em 1941, soldados alemães recebem doses de testosterona
para aumentar a agressividade.
8 - Em 1960, nos J.O. de Roma, morrem três atletas por uso
de estimulantes. O ciclista dinamarquês Knut Jensen (15 tabletes
de anfetamina e 8 tabletes de um vasodilatador adicionados a uma
garrafa de café), o velocista americano Dirck Howard (dose
excessiva de heroína) e o corredor inglês Simpson (por
estimulante desconhecido).
9 - Em 1963, morrem dois boxeadores americanos por doses excessivas
de heroína: Billy Belo (meio pesado) e Jupp Elze (pesado).
10 - Em 1955, a Federação Mundial de Ciclismo, com
métodos próprios, em uma só prova na Europa,
examinou a urina de 25 atletas e teve 5 casos positivos, não
revelados.
11 - Em 1959, o American College of Spots Medicine, revela pesquisa
com 441 treinadores, assistentes e auxiliares do futebol americano:
35 tiveram experiências com benzedrina.
12 - Em 1964, durante os J.O. de Tóquio, ocorre um Congresso
Mundial contra a dopagem de atletas. Seguem-se vários simpósios
pela Europa e algumas deliberações são aprovadas,
mas sem muita força punitiva. Continuava o uso deliberado
com alegações de razões patrióticas.
13 - Em 1965, a Liga Ciclística da Bélgica informa
que de todos os casos examinados nesse ano, 25,59 foram considerados
positivos para estimulantes.
14 - Em 1968, durante os J.O. de Inverno de Grenoble, o C.O.I.
forma comissão de 5 médicos e 1 químico, que
unifica todas as leis existentes.
15 - Em 1968, durante os J.O. do México, houve dificuldade
de se aplicar o controle de dopagem porque os países participantes
se negaram a cumplir o regulamento sob a alegação
de que a lei só foi divulgada 3 meses antes dos jogos.
16 - Em 1968, já se tem quase certeza que alguns atletas,
principalmente da Alemanha Oriental e dos Estados Unidos, estão
fazendo uso de esteróides anabólicos.
17 - Em 1872, surge a primeira deliberação antidoping
no Brasil, chamada Deliberação 5/72, do Conselho Nacional
de Desportos, mal traduzida da Deliberação Olímpica
e com algumas dificuldades de aplicação.
18 - Nos J.O. de 1972, o esgrimista russo Boris Onischenko, usa
um aparelho eletrônico na empunhadura da sua espada, que marcava
toques inexistentes no adversário. É a primeira notícia
que se tem de doping tecnológico.
19 - Pesquisa americana dirigida pelo médico L.A. Johnson,
com atletas da Liga de Futebol Americano profissional revela que
dos 93 dos entrevistados, 74 usavam drogas estimulantes, principalmente
os defensores (1972).
20 - Começa efetivamente o controle de dopagem olímpica:
J.O. de Munique, 1972.
21 - Surge o primeiro caso de doping no Brasil, no jogador Campos,
do C.A. Mineiro, por uso de anfetaminas (1974). Mais dois casos
são revelados no ano seguinte.
22 - Em 1976, o jornal Los Angeles Times afirma que 80 das medalhas
de natação e atletismo dos J.O. de 76 foram conquistadas
com esteróides anabólicos.
23 - Os esteróides anabólicos passam a ser proibidos
pelo Comitê Olímpico internacional nos Jogos Olímpicos
de Montreal.
24 - Em 1980, sabe-se que atletas soviéticos faziam uso
de eletro-estimulação, recebendo choques elétricos
nas inserções musculares para produzir contrações
isométricas para aumento da massa muscular.
25 - Em 1983, o médico americano Robert Kerr, gaba-se em
Los Angeles, de ter como clientes, 4000 atletas de 19 países,
como seus clientes de anabolizantes. Escreve o livro: "O uso
prático dos Esteróides Anabólicos".
26 - Em 1983, nos Jogos Panamericanos de Caracas ocorre um dos
maiores excândalos da dopagem. 19 atletas são considerados
positivos e dezenas de outros atletas voltaram para seus países
sob as mais diversas desculpas para não serem submetidos
aos exames antidoping.
27 - O Professor Manfred Donicke da Alemanha Ocidental, membro
da Comissão Médica do C.O.I., alerta para o uso crescente
de somatotrofina, droga fabricada a partir do hormônio de
crescimento retirado da hipófise de cadáveres. Afirma
que essa substâncianão está na lista proibida
do C.O.I. e por isso os J.O. de 84 serão muito desiguais.
Afirmação em inicio de 1984.
28 - Pelo campeonato de futebol do Rio Grande do Norte, em jogo
Baraúnas x Alecrim, médico designadp para o exame,
colhe só 12 ml de urina e o material chega deteriorado ao
laboratório da USP em São Paulo, que se nega a analisar
o material.
29 - Desde 1974 até 1984, aparecem no futebol brasileiro
mais 9 casos positivos de grande repercussão na imprensa
esportiva.
30 - Arnold Beckett, médico inglês, diz estar arrependido
da "Trama de Los Angeles em 84". Diz que na época
achou justificado encobrir os 9 resultados positivos (7 com esteróides
e 2 com efedrina) em nome da perpetuação do Movimento
Olímpico. Refere que o quarto do hotel onde estava o Príncipe
Alexander de Merode (Presidente Médico do C.O.I.) foi violado
e as contraprovas estavam lá.
31 - A Federação Internacional de Atletismo, informa
que até 1985 havia punido 95 atletas por doping. Não
revela nome. 51 são homens e 34 mulheres.
32 - O barreirista americano Edwin Moses, campeão olímpico
e mundial dos 400m, assustado com a quantidade de atletas que usam
anabolizantes inicia uma campanha mundial com vários outros
atletas, para evitar que atletas que se dopam sejam convidados a
participar de meetings internacionais. Anos depois, derrotado nessa
pretensão por interesses econômicos e de marketing,
sugere ao C.O.I. que inicie os chamados exames "off-competition",
isto é, exames em atletas durante treinamentos, fora de competições.
Vence essa batalha e os exames começam.
33 - A mesma FIA informa que em 1986 puniu 22 atletas (18 homens
e 4 mulheres). Em 1987 puniu 18 (12 homens e 6 mulheres). Em 1988
foram 16 (11 homens).
34 - A.N.C.A.A. (National Coleggiate Athletic Association) após
severas e grandes investigações, informa que 8 das
maiores universidades americanas, tinham atletas usando esteróides
anabólicos. (1988).
35 - Surge o escândalo de Ben Johnson nos J.O. de Seul e
o Comitê Olímpico de Canadá abre inquérito
para apurar o fato.
36 - O velocista americano Carl Lewis que acabou ficando com a
medalha de ouro nos 100m. oeka exclusão de Ben Johnson, afirma
em Seul que 10 medalhistas do atletismo usavam hormônios.
37 - O tenista francês Yannick Noah, afirma em 1988 uso
de doping em tenistas.
38 - A revista alemã Stern, revela que Kristtin Otto, nadadora
da Alemanha Oriental que teve 6 medalhas de ouro nas Olimpíadas
de Seul tinha uma quantidade exagerada de testosterona em seu organismo.
39 - A FIA informa que em 1989 o total de atletas punidos é
de 36 (23 homens e 13 mulheres).
40 - Em 1989, Marita Koch, alemã, recordista mundial dos
400m confessa que recebeu esteróides anabólicos desde
a infância.
41 - Em 1989, Charles Frencis, técnico de Ben Johnson,
afirma em depoimento ao governo que Ben começou a usar Dianabol
em 1981 e em 1982 passou para o stanozolol. Que o velocista Desay
Willians, o atleta Tony Sharp e a velocista Ângela Issajaenko,
também recebiam anabolizantes. Quem aplicava as injeções
em Ben era o marido de Ângela.
42 - Em início de 1989, o médico de Ben Johnson,
o islandês Mario Jamie Astaphan é considerado culpado
por má conduta profissional pelo Colégio de Médicos
e Cirurgiões de Ontário(Canadá) recebe uma
multa de $ 4.400 e a pena de não clinicar por 18 meses.
43 - O jornal Sportecho da Alemanha Ocidental, afirma em 1989
que em 1988 foram descobertos 14 casos positivos, não divilgados
pelo governo.
44 - A FIA informa que em 1990 puniu 23 atletas (15 homens e 8
mulheres).
45 - Em 1991, a Comissão Reiter, criada na Alemanha unificada
faz um relatório de 70 páginas, acusando vários
atletas, treinadores e médicos. Sugere punições
severas e fecha um laboratório que fabricava os remédios.
46 - Em 1991, na Venezuela, o Partido Social Cristão, oposição
ao governo, consegue aprovar uma lei que obriga ao exame antidoping
todos os candidatos e cargos eletivos.
47 - No início de 1991, o biólogo alemão
Warner Franke, encarregado de preparar relatórios sobre os
Centros de Pesquisa na Alemanha Oriental revela-se intrigado que
todas as teses de doutorado sobre esportes (a maioria sobre os anabolizantes)
estavam na Academia Médica do Exército Nacional do
Povo na cidade de Bad Saarow, que não tinha Universidade
para apresentação de teses. O título principal,
sobre anabolizantes era de Harmut Riedel, médico-chefe da
equipe de atletismo da Alemanha Oriental.
48 - Na final do futebol da Olimpíada de 92 em Barcelona,
a Espanha vence a Polônia por 3x2. O goleiro e mais dois zagueiros
poloneses jogaram dopados e não foram sorteados. A comissão
técnica sabia do fato, que só doi divulgado 12 anos
depois pela Comissão Especial de Educação Física
da Polônia. Os atletas foram Alecksander Klak(goleiro) e Dariusz
Kosela e Piotr Swierczeski(zagueiros).
49 - Ilona Slupianek, arremessadora de peso da Alemanha, confessa
em 1993 a um jornal alemão, que se dopava desde 1979.
50 - Em 1993, a arremessadora de peso da ex-Alemanha Oriental,
Heidi Krieger, que na década de 80 recebera tanta injeção
de hormônios masculinos e teve grandes modificações
em seu corpo, é submetida a uma cirurgia de mudança
de sexo. Passou a se chamar Andrêas Kriger, era tímido
e trabalhava numa loja de animais em Berlim.
51 - Morre na Alemanha, em 1993, a lançadora de martelo
Detlef Gerstenberg por complicações pós-operatórias
de cirurgia por tumores no fígado e vesícula biliar
causados por excesso de esteróides anabólicos.
52 - Em dezembro de 1993, o Comitê Olímpico da China,
informa oficialmente que durante o ano teve 24 atletas dopados e
suspensos. A Alemanha faz a mesma divulgação e indica
19 atletas dopados.
53 - Daniel Passarela, técnico da seleção
Argentina de futebol, exige que enquanto for o técnico, qualquer
jogador convocado deve ser submetido a exame de rinoscopia, para
supreender cocainismo. Em 1994.
54 - Após partida pelo Campeonato Brasileiro de Futebol,
Guarani x Vasco da Gama em setembro de 1994, o jogador Willian,
do Vasco, sorteado e em vias de fornecer a urina para exame, é
retirado da sala por dirigentes da equipe sob alegação
que o avião fretado não poderia se atrasar. Ninguém
foi suspenso nem sancionado.
55 - No Mundial de Natação de 1994, as chinesas
ganham 12 das 16 medalhas de ouro e voltam as suspeitas de dopagem
nas atletas, por substâncias ou métodos de máscara
na urina que os laboratórios não conseguem descobrir.
O mesmo acontece no Mundial de Halterofilismo em Islambul. Os atletas
chineses ganham 18 das 27 medalhas de ouro.
56 - A Alemanha informa que em 1994, o total de casos positivos
em seus arletas, é de 34.
57 - A Federação Internacional de Ciclismo, revela
fortes suspeitas de que desde 1981, morreram 18 ciclistas por uso
de eritropoietina. Por embolia ou por disfunção cardíaca.
Em 1997.
58 - Congresso técnico da FIAA, resolve em 1997 que a punição
máxima para casos de esteróides anabólicos
passa a ser de 2 anos e não mais 4 anos. Para casos leves
de outras substências, na primeira vez só advertência,
na segunda vez suspensão de 2 anos e na terceira vez banimento.
59 - Em julho de 1988, Christiane Knacke, Carola Baraktschjan
e Andréas Krieguer (que era Heidi Krieguer) anunciaram que
queriam devolver suas medalhas olímpicas, convencidas que
estavam que elas haviam sido conquistadas injustamente.
60 - Em agosto de 1998, John Coates, Presidente do Comitê
Olímpico da Austrália propõe que o doping seja
punido com prisão (por causa do tráfico e importação),
além da devolução das verbas do governo e dos
patrocinadores.
61 - Em abril de 1999, o governo alemão conclui o inquérito
sobre o chamado Plano de Estado 14.25 da ex-Alemanha Oriental. Vários
profissionais, Médicos, treinadores e assistentes são
punidos por cumplicidade nos danos corporais em 109 atletas que
receberam drogas para melhoria de desempenho.
62 - Em novembro de 1999 é criada a Agência Mundial
Antidoping (WADA), pelo COI. Ela passa a ditar todas as normas no
controle de dopagem em todo o mundo, globalizando o tema.
63 - Em setembro de 2001, surge o primeiro caso de dopagem no
automobilismo. O piloto tcheco Tomas Enge, da Fórmula F-3000
usou maconha no GP da Hungria. Já estava com o título
da temporada garantido. Foi suspenso pela FIA por ano e teve seu
título cassado.
64 - No final de 2003, descobre-se que um empresa americana, Laboratório
Balcom sintetizava o THG (tetraidrogestrinona), um esteróide
que não era detectado pelos laboratórios de análise.
Investigações provaram que vários atletas de
ponta, americanos, tiveram vitórias e recordes com o uso
dessa substância nos últimos quatro anos. O Comitê
Olímpico dos Estados Unidos iniciou processo de condenações.
65 - Desde final de 2003, os transexuais já podem competir.
Antes era só se a tranformação cirúrgica
tivesse acontecido antes da adolescência. Agora, não
respeita idade desde que se submeta a exames para ver o nível
dos hormônios masculinos. Reneé Richards por 41 anos
foi Richards Raskins. Era tenista. Operado, virou mulher. Chegou
às quartas de final do Aberto dos USA em 1978. Michael Dumaresq
virou Michelle Dumaresq, canadense, mountain bike. Operado, foi
depois a vigésima quarta colocada no mundial.
66 - A coleta de sangue para exames antidoping começa definitivamente,
em Atenas, agosto de 2004. Em exames pré-olimpiadas e durante
os próprios jogos Olímpicos.
67 - Lamine Diack, Presidente da IAAF, quer reduzir de 3 para
2 o número de vezes que um atleta deixa de camparecer ao
exame antidoping num período de 18 meses, conforme manda
a legislação atual.
68 - Rafaelle Guariniello,Procurador de Turim na Itália,
pede a prisão de dois dirifentes da Juventus de Turim: o
médico Ricardo Agrícola e o dirigente geral Antonio
Giraudo, por ministração de EPO a alguns jogadores
do time entre 1994 e 1998. Os jogadores mais conhecidos são
Del Piero (da seleção italiana) e Deschamps (da seleção
francesa).
69 - Kostas Kenferis e Ekaterini Thanou, casal de velocistas gregos
que "escaparam" do exame antidoping dias antes dos J.O.
de Atenas-2004 alegando acidente de moto quando se dirigiam ao exame
foram processados pela Promotoria grega sob a acusação
de "simulação de acidente". Também
foram processados o técnico Christos Tzeker além de
7 médicos do pronto-socorro que os "atenderam"
e mais 2 testemunhas falsas do acidente. Em 19/11/04.
"Não se tem dúvidas de que 80 das medalhas de
natação e atletismo nos J.O. de Montreal tiveram esteróides
anabólicos".
Bill Shirley, no Los Angeles Time, após pesquisas, em 1976.
"Preciso mudar de médico".
Frank Shorter, fundista americano que não se dopava, após
sua derrota nos J.O. de Montreal em 1976.
"O doping de futebolistas de alto nível já
é usual em meu país".
Dr. Vam Rompou, médico da seleção holandesa,
em 1976.
"Doping é uma coisa que a gente toma aos 40, para
se sentir como se tivesse 20 e depois ter um cansaço de quem
tem 80".
Zizinho, ex-jogador da seleção brasileira, em 1984.
"Eu recebia injeções e ficava agressiva comigo
e com os outros".
Karen Konig, atleta da ex-Alemanha Oriental, bicampeã européia
de natação, em 1984.
"Nove resultados positivos nos J.O. de Los Angeles, nunca
foram tornados públicos. Não sei por que".
Don Colin, americano, diretor do Laboratório Olímpico
e Diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade da Califórnia,
em 1984.
"Seis em cada dez no atletismo usam esteróides anabólicos".
Daley Thompson, campeão inglês do decatlo, em 1987.
"Suas dores eram abomináveis".
Médicos da U.T.I. do Hospital de Mayence, na Alemanha, que
assistiram a morte de Birgit Dressel, em 1987.
"Usei doping várias vezes e isso é uma prática
comum no futebol alemão".
Harald Schumacher, ex-goleiro da seleção alemã,
em seu livro Anpfiff, editado em 1987.
"De setembro de 84 a fevereiro de 88 eu consumi heroína
quase que diariamente".
Bernard Boileau, ex-tenista belga, em 1988.
"Ele foi em direção a uma riqueza fácil,
com as bênçãos e os anabolizantes de um poder
complacente".
Antonio Carlos Magalhães, político brasileiro, em
1988, atacando um adversário político em 1988, aproveitando-se
da palavra anabolizante que dominava na época o noticiário
esportivo.
"A Federação italiana fornece esteróides
aos seus atletas".
Pietro Puia, corredor italiano, em 1989.
"Eu era forçada a tomar 12 comprimidos por dia".
Cristiane Kcnake, campeã mundial nado borboleta, na Alemanha,
em 1989.
"Depois que passei a usar anabolizantes, passei a ter problemas
psíquicos, envelhecimento rápido, queda de cabelos,
ressecamento dos pés e sérios problemas ginecológicos".
Diane Willians, atleta americana, em 1989.
"O doping é a praga dos esportes".
Sebastian Coe, inglês, ex-bicampeão olímpico
dos 1500m, comentando sobre o caso Bem Johnson, em 1989.
"Todos sabiam que Maradona era assim. Posso enumerar outros
jogadores de outras cidades, que também usam drogas".
Nello Polese, prefeito de Nápoles, quando Maradona foi acusado
de doping jogando pelo Napoli, em 1991.
"Não o crucifiquem. A um enfermo não se mata,
mas se ajuda a levantar".
Carlos Menem, então Presidente da Argentina, na repercussão
do doping de Maradona, em 1991.
"Comecei a tomar anabolizantes em 1969 e nunca mais parei.
Eles me faziam jogar melhor. 99 dos atletas estão nessa".
Lyle Martin, astro do futebol americano, do Denver Broncos, em 1992,
pouco antes de sua morte por câncer cerebral.
"Naturalmente que me dopava desde 1979. Não me arrependo
de nada".
Ilona Slupianek, ex-arremessadora de peso, alemã, em 1993.
"Quem se dopa tem que ser suspenso por oito anos ou pelo
resto da vida".
Lindford Christie, velocista inglês, líder de campanhas
contra o doping, em 1997.
"Ben Johnson deveria ser proibido de entrar nos Estádios".
Idem.
"Não me importava se os medicamentos figuravam na
lista de dopantes, desde que os atletas ficassem em forma. Quando
o time se classificava, isso significava entrada de dinheiro para
o clube e para os jogadores".
Dr. Dick Oosthoek, médico do FC Twente, da 1a. divisão
holandesa, que chegou à final da UEFA em 1973. Declaração
dada em 1998.
"Um atleta que não usa nada é como um fusquinha
competindo com um fórmula 1".
Enzo Perondini, fisiculturista brasileiro com câncer hepático,
em 1998.
"Quando ouço o slogan Esporte é Saúde,
morro de dar risadas".
Idem.
"O que é preciso é ganhar a todo custo. Não
interessa se o atleta prejudica a saúde".
Dr. Andréas Melnik, ucraniano que se dedicava à medicina
esportiva na União Soviética, em 1988.
"Os únicos atletas pegos no antidoping são
os que não dispõem de recursos farmacológicos
adequados".
Dr. James Puffer, ex-médico do Comitê Olímpico
americano, em 1999.
"Patrocinadores não gostam de ver suas marcas associadas
a escândalos. Por isso, sempre que pode o Comitê Olímpico
evita o escândalo".
John Leonard, técnico da seleção americana
de natação, em 1999.
"Meu advogado será o Dr. Johnnie Cochran Jr. que se
tornou famoso por conseguir a absolvição de O.J. Simpson
no julgamento pela morte de sua mulher".
Cottrel J. Humter, atleta americano acusado pelo uso de anabolizantes,
em 2000.
"A permissão para Sotomayor competir me atingiu como
um chute no estômago".
Arne Ljungqvist, vice-presidente da FIAA, depois que o saltador
cubano foi absolvido do doping de cocaína após um
ano de suspensão para competir nos J.O. de Sydney, em 2000.
"Atlanta foi o paraíso das drogas".
Dr. Wade Exum, médico do Comitê Olímpico Americano,
responsável pelos exames anti-doping da equipe, acusando
acobertamento de resultados, em 2000.
"Não falo nada".
Manfred Ewald, ex-dirigente da Federação de Esportes
da antiga Alemanha Oriental, de 1961 a 1988 em seu julgamento em
Berlim, da acusação de ser o mentor do doping generalizado
em seu país. Julgamento em 2000.
"Dopar-se para obter ouro, numa cultura massiva do esporte
em torno do uso ilícito das drogas por conselhos de altos
dirigentes".
Werner Reidner, ex-atleta australiano, em seu livro Positive, lançado
no ano 2000.
"Nós, americanos, vivemos sob as mesmas regras que
os demais e é preciso fazer tudo certo antes de dizer aos
outros o que fazer".
Robert Ctvrtlik, ex-campeão olímpico de vôlei,
membro do COI após saber da grande quantidade de americanos
acusados de doping nos J.O. de Sydney, em 2000.
"Durante seis anos não me dei conta que estavam me
dando esteróides, daqueles que se dá legalmente aos
cavalos, até perceberem que eram fortes demais, mesmo para
os animais".
John McEnroe, um dos maiores tenistas de todos os tempos, ao jornal
The Daily Telegraph, de Sydney, em janeiro de 2004.
"O senhor Conte está disposto a revelar tudo que sabe
sobre dirigentes, técnico e atletas, com o objetivo de limpar
a Olimpíada. Em troca, pede que não seja forçado
a se declarar culpado por lavagem de dinheiro".
Robert Holley, advogado de Victor Conte, dono da Balco, empresa
que produzia o THG, anabolizante não detectado nos exames,
em carta ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em junho
de 2004.
"30% dos adolescentes que jogam nas divisões de base
do futebol argentino consomem drogas, do álcool, à
maconha e cocaína".
Jorge Rocco, psicólogo esportivo que atuou no San Lorenzo
de Almagro, em julho de 2004.
"Quem acredita que as provas de Atenas estão livres
do doping é ingênuo. Eu já nadei contra atletas
que estavam dopados".
Ian Thorpe, "o torpedo" australiano, em agosto/2004, num
programa de TV da Austrália.
"Durante seis anos, não nego que tomei um tipo de
esteróides utilizado legalmente para cavalos, embora eu o
considere muito forte até para os cavalos".
John McEnroe, ex-número 1 do tênis, na Revista Veja
de 20/12/2004.
Declarações famosas
"Não se tem dúvidas de que 80 das medalhas de
natação e atletismo nos J.O. de Montreal tiveram esteróides
anabólicos".
Bill Shirley, no Los Angeles Time, após pesquisas, em 1976.
"Preciso mudar de médico".
Frank Shorter, fundista americano que não se dopava, após
sua derrota nos J.O. de Montreal em 1976.
"O doping de futebolistas de alto nível já
é usual em meu país".
Dr. Vam Rompou, médico da seleção holandesa,
em 1976.
"Doping é uma coisa que a gente toma aos 40, para
se sentir como se tivesse 20 e depois ter um cansaço de quem
tem 80".
Zizinho, ex-jogador da seleção brasileira, em 1984.
"Eu recebia injeções e ficava agressiva comigo
e com os outros".
Karen Konig, atleta da ex-Alemanha Oriental, bicampeã européia
de natação, em 1984.
"Nove resultados positivos nos J.O. de Los Angeles, nunca
foram tornados públicos. Não sei por que".
Don Colin, americano, diretor do Laboratório Olímpico
e Diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade da Califórnia,
em 1984.
"Seis em cada dez no atletismo usam esteróides anabólicos".
Daley Thompson, campeão inglês do decatlo, em 1987.
"Suas dores eram abomináveis".
Médicos da U.T.I. do Hospital de Mayence, na Alemanha, que
assistiram a morte de Birgit Dressel, em 1987.
"Usei doping várias vezes e isso é uma prática
comum no futebol alemão".
Harald Schumacher, ex-goleiro da seleção alemã,
em seu livro Anpfiff, editado em 1987.
"De setembro de 84 a fevereiro de 88 eu consumi heroína
quase que diariamente".
Bernard Boileau, ex-tenista belga, em 1988.
"Ele foi em direção a uma riqueza fácil,
com as bênçãos e os anabolizantes de um poder
complacente".
Antonio Carlos Magalhães, político brasileiro, em
1988, atacando um adversário político em 1988, aproveitando-se
da palavra anabolizante que dominava na época o noticiário
esportivo.
"A Federação italiana fornece esteróides
aos seus atletas".
Pietro Puia, corredor italiano, em 1989.
"Eu era forçada a tomar 12 comprimidos por dia".
Cristiane Kcnake, campeã mundial nado borboleta, na Alemanha,
em 1989.
"Depois que passei a usar anabolizantes, passei a ter problemas
psíquicos, envelhecimento rápido, queda de cabelos,
ressecamento dos pés e sérios problemas ginecológicos".
Diane Willians, atleta americana, em 1989.
"O doping é a praga dos esportes".
Sebastian Coe, inglês, ex-bicampeão olímpico
dos 1500m, comentando sobre o caso Bem Johnson, em 1989.
"Todos sabiam que Maradona era assim. Posso enumerar outros
jogadores de outras cidades, que também usam drogas".
Nello Polese, prefeito de Nápoles, quando Maradona foi acusado
de doping jogando pelo Napoli, em 1991.
"Não o crucifiquem. A um enfermo não se mata,
mas se ajuda a levantar".
Carlos Menem, então Presidente da Argentina, na repercussão
do doping de Maradona, em 1991.
"Comecei a tomar anabolizantes em 1969 e nunca mais parei.
Eles me faziam jogar melhor. 99 dos atletas estão nessa".
Lyle Martin, astro do futebol americano, do Denver Broncos, em 1992,
pouco antes de sua morte por câncer cerebral.
"Naturalmente que me dopava desde 1979. Não me arrependo
de nada".
Ilona Slupianek, ex-arremessadora de peso, alemã, em 1993.
"Quem se dopa tem que ser suspenso por oito anos ou pelo
resto da vida".
Lindford Christie, velocista inglês, líder de campanhas
contra o doping, em 1997.
"Ben Johnson deveria ser proibido de entrar nos Estádios".
Idem.
"Não me importava se os medicamentos figuravam na
lista de dopantes, desde que os atletas ficassem em forma. Quando
o time se classificava, isso significava entrada de dinheiro para
o clube e para os jogadores".
Dr. Dick Oosthoek, médico do FC Twente, da 1a. divisão
holandesa, que chegou à final da UEFA em 1973. Declaração
dada em 1998.
"Um atleta que não usa nada é como um fusquinha
competindo com um fórmula 1".
Enzo Perondini, fisiculturista brasileiro com câncer hepático,
em 1998.
"Quando ouço o slogan Esporte é Saúde,
morro de dar risadas".
Idem.
"O que é preciso é ganhar a todo custo. Não
interessa se o atleta prejudica a saúde".
Dr. Andréas Melnik, ucraniano que se dedicava à medicina
esportiva na União Soviética, em 1988.
"Os únicos atletas pegos no antidoping são
os que não dispõem de recursos farmacológicos
adequados".
Dr. James Puffer, ex-médico do Comitê Olímpico
americano, em 1999.
"Patrocinadores não gostam de ver suas marcas associadas
a escândalos. Por isso, sempre que pode o Comitê Olímpico
evita o escândalo".
John Leonard, técnico da seleção americana
de natação, em 1999.
"Meu advogado será o Dr. Johnnie Cochran Jr. que se
tornou famoso por conseguir a absolvição de O.J. Simpson
no julgamento pela morte de sua mulher".
Cottrel J. Humter, atleta americano acusado pelo uso de anabolizantes,
em 2000.
"A permissão para Sotomayor competir me atingiu como
um chute no estômago".
Arne Ljungqvist, vice-presidente da FIAA, depois que o saltador
cubano foi absolvido do doping de cocaína após um
ano de suspensão para competir nos J.O. de Sydney, em 2000.
"Atlanta foi o paraíso das drogas".
Dr. Wade Exum, médico do Comitê Olímpico Americano,
responsável pelos exames anti-doping da equipe, acusando
acobertamento de resultados, em 2000.
"Não falo nada".
Manfred Ewald, ex-dirigente da Federação de Esportes
da antiga Alemanha Oriental, de 1961 a 1988 em seu julgamento em
Berlim, da acusação de ser o mentor do doping generalizado
em seu país. Julgamento em 2000.
"Dopar-se para obter ouro, numa cultura massiva do esporte
em torno do uso ilícito das drogas por conselhos de altos
dirigentes".
Werner Reidner, ex-atleta australiano, em seu livro Positive, lançado
no ano 2000.
"Nós, americanos, vivemos sob as mesmas regras que
os demais e é preciso fazer tudo certo antes de dizer aos
outros o que fazer".
Robert Ctvrtlik, ex-campeão olímpico de vôlei,
membro do COI após saber da grande quantidade de americanos
acusados de doping nos J.O. de Sydney, em 2000.
"Durante seis anos não me dei conta que estavam me
dando esteróides, daqueles que se dá legalmente aos
cavalos, até perceberem que eram fortes demais, mesmo para
os animais".
John McEnroe, um dos maiores tenistas de todos os tempos, ao jornal
The Daily Telegraph, de Sydney, em janeiro de 2004.
"O senhor Conte está disposto a revelar tudo que sabe
sobre dirigentes, técnico e atletas, com o objetivo de limpar
a Olimpíada. Em troca, pede que não seja forçado
a se declarar culpado por lavagem de dinheiro".
Robert Holley, advogado de Victor Conte, dono da Balco, empresa
que produzia o THG, anabolizante não detectado nos exames,
em carta ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em junho
de 2004.
"30% dos adolescentes que jogam nas divisões de base
do futebol argentino consomem drogas, do álcool, à
maconha e cocaína".
Jorge Rocco, psicólogo esportivo que atuou no San Lorenzo
de Almagro, em julho de 2004.
"Quem acredita que as provas de Atenas estão livres
do doping é ingênuo. Eu já nadei contra atletas
que estavam dopados".
Ian Thorpe, "o torpedo" australiano, em agosto/2004, num
programa de TV da Austrália.
"Durante seis anos, não nego que tomei um tipo de
esteróides utilizado legalmente para cavalos, embora eu o
considere muito forte até para os cavalos".
John McEnroe, ex-número 1 do tênis, na Revista Veja
de 20/12/2004.
|